Câncer bucal avança de forma silenciosa no brasil e Diagnóstico tardio ainda causa mutilações e impacto social
Especialistas alertam para a falta de informação. Além disso, destacam a urgência do diagnóstico precoce e a necessidade de transformar a prevenção em um movimento nacional permanente.
O câncer bucal segue avançando silenciosamente no Brasil. Sobretudo, preocupa por ser uma das doenças oncológicas menos percebidas pela população. Todavia, possui alto potencial de mutilação física, emocional e social quando diagnosticado tardiamente.
A desinformação, principalmente, e a ausência de diagnóstico precoce continuam sendo os principais fatores de agravamento da doença no país.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 15 mil novos casos de câncer de boca por ano. Além disso, o cenário inclui aproximadamente 40 mil casos anuais de câncer de cabeça e pescoço. Mesmo com números expressivos, a doença recebe menos atenção pública quando comparada a outros tipos amplamente divulgados, como o câncer de mama e o de próstata.
O grande desafio é o desenvolvimento silencioso da doença. Em sua fase inicial, geralmente não provoca dor. Por isso, muitos pacientes ignoram sinais importantes.

Feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias merecem atenção. Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas também. Ainda mais preocupantes são áreas endurecidas, caroços, sangramentos ou dormências na boca. Esses sintomas podem persistir por meses — ou até anos — sem investigação adequada.
Quando o diagnóstico ocorre em estágio avançado, o tratamento costuma ser agressivo. Frequentemente exige cirurgias mutiladoras, com remoção de partes da língua, mandíbula ou face. Além disso, pode incluir radioterapia e quimioterapia.
Consequências
As consequências ultrapassam o impacto físico. Certamente afetam a fala, a alimentação e a autoestima. Sobretudo, comprometem o convívio social e a qualidade de vida. Em muitos casos, levam ao isolamento.
Outro ponto crítico é o papel do cirurgião-dentista no diagnóstico precoce. Na maioria das vezes, o consultório odontológico é o primeiro local onde lesões suspeitas podem ser identificadas. Todavia, por falta de protocolos sistemáticos, receio de abordagem ou subvalorização dos sinais iniciais, muitos casos deixam de ser investigados a tempo.
Há relatos recentes de pacientes que passaram anos em acompanhamento odontológico sem avaliação adequada de alterações suspeitas. Em um dos casos acompanhados por profissionais da área, uma cirurgiã-dentista desenvolveu a doença sem perceber os sinais iniciais. Atualmente, convive com mutilação facial decorrente do diagnóstico tardio. Trata-se de um alerta contundente para a sociedade e, principalmente, para a própria classe profissional.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade urgente de conscientização da população. Além disso, defendem capacitação contínua dos profissionais de saúde e incentivo às consultas odontológicas periódicas.
A recomendação é clara: qualquer alteração na boca que persista por mais de 15 dias deve ser avaliada por um cirurgião-dentista. Sobretudo, deve haver investigação adequada e, quando indicado, realização de biópsia.
Grupos de maior risco incluem fumantes e consumidores frequentes de álcool. Além disso, usuários de próteses mal adaptadas, pessoas expostas ao sol sem proteção labial e indivíduos com histórico familiar de câncer também exigem atenção redobrada.
Movimento Nacional pela prevenção do Câncer Bucal

À frente da mobilização estão Ronaldo Dias de Oliveira, criador da campanha, e Roberto Figueiredo, conhecido nacionalmente como Dr. Bactéria. Ele é referência na comunicação científica clara, acessível e de grande credibilidade junto à população.
A iniciativa conta ainda com o apoio institucional do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). O objetivo é transformar a prevenção do câncer bucal em um movimento nacional permanente.
A proposta, sobretudo, é levar informação de qualidade, promover capacitação profissional e ampliar a conscientização em todos os estados brasileiros.
Além disso, busca criar uma frente unificada de saúde pública. A ideia é conectar profissionais, instituições e sociedade. Certamente, isso ampliará o debate, estimulará o diagnóstico precoce e evitará que casos potencialmente tratáveis evoluam para quadros irreversíveis.
Pauta disponível para Veículos de Imprensa
Para reportagens, entrevistas e especiais de saúde pública, estão disponíveis:
• Dados clínicos e estatísticos atualizados
• Conteúdos educativos sobre prevenção e diagnóstico precoce
• Relatos reais de pacientes e sobreviventes
• Entrevistas com especialistas e profissionais da área
Disponível para entrevistas
• Dr. Ronaldo Dias de Oliveira – Cirurgião-dentista e criador da campanha
• Dr. Roberto Figueiredo (Dr. Bactéria) – Especialista e comunicador científico
• Pacientes e sobreviventes do câncer bucal, como a empresária e mãe Ana Luiza Prestes (30 anos), que enfrentou câncer bucal avançado com deformação facial e segue em tratamento contínuo.
Serviço
Tema: Câncer Bucal
Editorias: Saúde, Saúde Pública, Comportamento, Sociedade
Palavras-chave: Prevenção, Diagnóstico Precoce, Saúde Bucal
Contato para Imprensa
Fonte: Dell Marques Assessoria de Imprensa – SV Experience
Foto: Divulgação/ Dell Marques Assessoria de Imprensa – SV Experience
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